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EDITORIAL

Por Marcelo Leite

Nunca imaginei, nem nos meus melhores sonhos, que hoje estaria aqui escrevendo sobre a história de um grupo que começou despretensiosamente no pátio de uma escola particular e que agora, após 15 anos, tem muita coisa pra contar.

Lembro-me de cada momento: a ideia de criarmos um grupo de teatro para poder produzir espetáculos dentro da escola; a iniciativa de se tornar independente caminhando com nossas próprias pernas; os textos iniciais sempre falando do cotidiano de forma cômica; o surgimento do nome do grupo em uma reunião sobre o primeiro festival que participaríamos; a descoberta dos clássicos teatrais; o primeiro edital ganho; e a produção e circulação de “O Santo e a Porca” de Ariano Suassuna, o espetáculo que nos faria ser reconhecidos como grupo de teatro de fato. Ao nosso lado sempre os colaboradores, amigos e fiéis parceiros desta trajetória: a Professora Rita Regina Diniz e o Vereador Eduardo Romero. Claro, nada disso seria possível se tantos Fulanos, não tivessem topado nossas ideias e loucuras. Quanto orgulho!

Queríamos registrar essa história de alguma forma. Mas como? Em 2018, durante a última edição do Boca de Cena, conhecemos o Pedro Vilela de Recife (PE) e fomos apresentados ao TREMA Plataforma, que produz uma revista sobre teatro com o mesmo nome. O projeto me despertou a vontade de fazer o mesmo por aqui, não contando somente a nossa história, mas fazer um apanhado de artistas, grupos de teatro – sua história e os espaços que manteem, o histórico de alguns dos nossos teatros, melhores e piores momentos da cena local e os espetáculos que ficaram em cartaz esse ano, provando que Campo Grande tem teatro sim!

Daí surge a Ato Zero, sugestão de nome dada pelo ator Vini Ferreira, que também faz a diagramação e arte final, ao lado da atriz e jornalista responsável pela nossa editoria Gabriela Coniutti e dos Fulanos que se empenharam em entrevistar os grupos e artistas, bem como, realizaram um levantamento histórico sobre os teatros escolhidos para falarmos nessa primeira edição experimental.

Nosso desejo é que você conheça um pouco mais sobre a história, não só do Fulano di Tal, mas dos grupos e artistas daqui de Campo Grande e divirta-se com a leitura de todas as matérias, assim como foi divertido e prazeroso para nós contarmos todas essas histórias.

revista ato zero

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Boa Leitura e vida longa à Ato Zero e,

claro, ao Fulano di Tal.

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