Eu, [e] o equilibrista...

Por Vini Ferreira

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Lápide | Pierrot | Foto Vaca Azul
Descobri o gosto pela escrita.

[prólogo] Lembro dos meus 15, 16 ou 17 anos, quando no Ensino Médio descobri o gosto pela escrita. Criei uma intimidade e uma cumplicidade comigo mesmo tão grande que bastava uma folha de papel e uma caneta pras histórias brotarem com mil figuras de linguagens dos mais variados tons e sabores. Me pergunto em que momento deixei meu paladar desbotar... ]fim do prólogo[


Se Deus | Chico Louco | Foto Cadu Modesto

Fui provocado pelo Marcelo a escrever sobre esses últimos meses, sobre minha vida e/no/com o teatro. Coração acelerou. Obrigado pela injeção de vida e adrenalina nas veias. Mas e aí o papel e a caneta deram espaço para tela branca fria e iluminada do computador...


Coração acelerou.


É, deu branco! Criei o hábito de ouvir música no Spotify no aleatório, o aleatório que sabemos não ser tão aleatório assim nos dias de hoje, me agraciou com “O Bêbado e a Equilibrista” da Elis. Que sorte a minha e a do mundo por esse presente, mas nesse dia, mais minha do que do mundo. Era o que me faltava. Elis me dizia coisas que eu não estava conseguindo ver ao me olhar. Enxerguei!



Elis me dizia coisas que eu não estava conseguindo ver ao me olhar.

Após um 2019 tão cheio e completo no teatro, com muito trabalho, despedidas, trocas e descobertas e com um novembro de uma rotina no meu outro trabalho, com a publicidade, dezembro caiu feito um viaduto, desabando e bagunçando meus caos e meus lutos, me embebedei de uma ansiedade, de um medo, de um pavor que me paralisaram.


Arquivo Pessoal

Pedi um tempo, naquilo que seria uma pausa pequena para as férias de fim de ano, para ir em busca de algum brilho de aluguel. Ainda me pergunto se as estrelas frias teriam realmente algum para alugar.


Então os dias viraram semanas, semanas meses. 2020 foi o ano que quase tudo parou. O mundo. Meu mundo! Que sufoco! Mas antes de ficar louco, a esperança (aqui também conhecida por Marcelo e Edner) chegou pra me mostrar que mesmo a dor, mesmo aquela mais pungente, não era inútil. Chegou pra me mostrar que mesmo me machucando, dançar na corda bamba de sombrinha vai ser sempre inevitável, e que em cada passo dessa linha “...você nunca achará o arco-íris, se você estiver olhando para baixo.”, lembrou Carlitos (mas também poderia ser o Edner e o Marcelo).


Ensaio Fulano | Foto Vaca Azul

Azar do mundo e do medo! Sou equilibrista porque a vida me fez um. As vezes bêbado, as vezes esperança, mas sempre artista. E tem que continuar, o show vai continuar. Eu to de volta.


Do Bem-Amado | Judicéia | Foto Vaca Azul

Engraçado, de repente me sinto com 15 anos novamente... Olhei pra cima e um gostinho de colorido surgiu na boca: “Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra...”


Vídeo do Youtube – O Bêbado e a Equilibrista




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