DO BEM-AMADO – Memórias Compartilhadas – Final

Por Fulanos

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Público de uma das sessões "Do Bem-Amado" | Foto: Arquivo FdT

Depois de uma jornada de quase 15 meses entre a ideia inicial, inscrição no projeto, aprovação, pré-produção, dramaturgia, produção, ensaios, finalização e estreia, chegamos ao fim de uma saga quase insana. Mas deliciosa de se viver. Nosso novo espetáculo “Do Bem-Amado” encerra sua primeira temporada, com gostinho de quero mais e com fôlego de sobra para a próxima temporada em 2020. Abaixo, o que os Fulanos acharam dessa saga patifenta de Odorico Paraguaçu e os moradores da pequena de tamanho, porém grande de coração: Sucupira do Sul.


Para Darlan Gracciose:

(Dorotéa Cajazeira e Odorico Paraguaçu)


Tivemos muita coisa para estudar...

Estamos finalizando a primeira temporada de “Do Bem-Amado”, e nem por isso o trabalho termina por aqui, pois estaremos em constante transformação ao longo de todo processo, levando ao nosso público algo novo sempre. Este trabalho sem sombra de dúvidas trouxe muito conhecimento, novas reflexões e tecnologias que embasarão nossas próximas produções. Tivemos muita coisa para estudar (arte drag, teatro de rua, teatro farsesco, commedia dell'arte e outros), tendo como referência a arte popular. Chego nesse momento satisfeito e feliz com o resultado, sabendo que não só eu, mas todo grupo deu o seu melhor!

Darlan Gracciose em cena como Dorotéa Cajazeira | Foto: Vaca Azul

Para Alexandre Melo:

(Dirceu Borboleta / Odorico Paraguaçu e Vigário)

Informação foi o que não faltou nesses últimos meses...

A última vez que estive aqui para falar sobre o espetáculo, estávamos começando a estudar a criação das personagens. Logo em seguida iniciou a temporada Fulano di Tal com “Lápide” e “Guri-Árvore”. Quando retornamos me dei conta de que o prazo estava super apertado e que deveríamos correr para recuperar o tempo perdido. Começou aí uma disputa com o tempo. Trabalhar na criação de uma personagem já dá trabalho, agora imagina criar 3 corpos diferentes. Eu ia embora dos ensaios sempre com pensamento de que estava devendo algo, e não era por falta de informações, porque informação foi o que não faltou nesses últimos meses, meu cérebro está fritando até agora. A falta que eu sentia era minha com os personagens, e depois de muitas pesquisas e estudos consegui chegar no que eu queria. Confesso que em determinado momento cheguei numa exaustão que nem eu mesmo entendia. Mas ver o resultado hoje e os elogios vindo do público sobre nosso trabalho me deixa muito satisfeito. Agradeço a todos os envolvidos, desde direção a amigos de cena, foram meses do qual aprendi muito. Só tenho que agradecer.

Alexandre Melo como Dirceu Borboleta | Foto: Vaca Azul

Para Vini Ferreira:

(Judicéa Cajazeira / Zeca Diabo e Odorico Paraguaçu)

Foi uma aventura insana.

Foi uma aventura insana. Mas faria tudo de novo quantas vezes fosse preciso. De agosto pra cá foram dias e noites de um mergulho de cabeça (e sem cilindro de oxigênio) num oceano vasto de conhecimento, aprendizado e muito crescimento, artístico e pessoal. Novas técnicas, tecnologias, linguagens, estilos e formas, outras nem tanto, já conhecidas nossas, mas que em um esforço conjunto, conseguimos levar ao público (e que público lindo) um breve gostinho do que essa obra tão cativante e necessária irá se transformar no decorrer de um processo que nunca para, sempre cresce. Colocamos a mão na massa, na tinta, na linha e também nos corações e que assim continuemos a nos apropriar cada vez mais deste trabalho, sempre somando e evoluindo. Obrigado a todos que de alguma forma fizeram com que este desejo maluco saísse do papel e ficasse de pé (em especial Marcelo Leite, Edner Gustavo e Anderson Bosh); ao público tão especial e generoso que tem embarcado com a gente nesse navio de doidinhos; obrigado Fulano di Tal por poder estar vivendo e construindo esta história tão linda. Continuemos a nadar nesse oceano de alegria, pensamento crítico e arte idealizado por Dias Gomes, sempre em frente, sempre avante. Viva “Do Bem-Amado”!!! Vida longa Fulano di Tal!

Vini Ferreira em cena como Judicéa Cajazeira | Foto: Vaca Azul

Para Karen Freitas:

(Odorico Paraguaçu / Neco Pedreira / Menino de Recado e Dorotéa Cajazeira)

Tudo foi pensado e feito com carinho.

Foi um processo árduo e difícil, de muito suor e correria. Desde o início sabia que seria loucura, mas não imaginava como e o quanto seria. Anderson nos despertou para tantas coisas, uma delas foi aprender que no teatro não é a peteca que não podemos deixar cair e sim a moeda. Lembro ainda no início do processo que ele disse que o Fulano não seria o mesmo, ele estava certo. "Que a mente que se abre pra uma ideia, nunca mais voltará ao seu tamanho original". Uma parte memorável do processo foi a vivência que tivemos com Fernando Cruz, do grupo Maracangalha, que nos acolheu com muita disposição. Vivência de poucas horas que deixou um gostinho de quero mais em cada um de nós. Ele deu um tempero especial para o nosso trabalho, possibilitando um diálogo mais interessante com nossa plateia. Tudo foi pensado e feito com carinho. Desde os figurinos e cenário, feitos pela Carol Jordão, que depois passaram por intervenção dos atores. A iluminação feita pela queridíssima Camila Jordão e que agora é executada pelo ex-fulano Yuri Tavares. Camila, inclusive, também deixou sua marca no espetáculo, além de nos propor novos desafios e interação direta com a luz. Durante os dias de apresentação o carinho e cuidado se fez presente na nossa relação com a equipe do SESC Cultura. Desde a concessão de espaço alternativo para os dias de chuva, até os detalhes mais pequenos para o camarim.

Karen Freitas e o seu Neco Pedreira | Foto: Vaca Azul

Para Edner Gustavo:

(Dulcinéa Cajazeira / Odorico Paraguaçu e Zeca Diabo)

Um encontro lindo, cheio de risadas e abraços.

Pensa num processo "porreta", mas de uma gostosura gigantesca. Quero mais!!! Nosso corpo está cansado, porém com a alma leve e com o sentimento de missão cumprida. Estamos finalizando nossa primeira temporada "Do Bem-Amado", uma temporada simbólica que marcou nosso primeiro encontro com o público. Um encontro lindo, cheio de risadas e abraços. Muito especial! Saio, junto com todo o grupo, cheio de coisas novas e muitas inquietações, algumas certezas e outras incertezas, mas com a vontade de fazer, pensar e aprender mais. Sou muito grato por todos que passaram por esse processo e fizeram tudo isso acontecer junto com a gente. Muito obrigado por tudo, estão todos marcados nesse pedacinho gigantesco da minha vida. Vida longa para nossas parcerias! Vida longa para "Do Bem-Amado"! Vida longa para o Fulano! Merdaaa!!

Edner Gustavo em cena como Odorico Paraguaçu | Foto: Vaca Azul

Para Marcelo Leite:

(Produção Artística, Executiva, Direção de Elenco e Assistência de Direção)


Que experiência minha gente!

Sempre sonhei em ter um espetáculo no repertório do grupo com essas características: farsesca, popular, mambembe, cordelista e que bebesse um pouco na commedia dell’arte. “Do Bem-Amado” tornou tudo isso realidade. A escolha do texto fez parte de uma trilogia de espetáculos que retratava socialmente o Brasil, começando pelo “Santo e a Porca” de Ariano Suassuna, passando por “Ópera do Malandro” de Chico Buarque até chegar nessa obra atualíssima sobre a politicagem brasileira que é “O Bem-Amado” de Dias Gomes.

Elenco, Marcelo Leite e Anderson Bosh | Foto: Vaca Azul

Mas como nada nessa vida se faz sozinho, um dos maiores responsáveis por tornar tudo isso possível foi nosso diretor/encenador convidado Anderson Bosh, que não só abraçou o projeto, como a nós os Fulanos também. A troca com ele foi sensacional. Cada ensaio era uma aula sobre a arte e sobre o fazer artístico. Sobre propostas e sobre equívocos. Sobre o teatro e sobre a vida. Sobre a gente e sobre ele. Que experiência minha gente! O que o público pôde ver em cena é o fruto de um trabalho delicado, minucioso e sensível orquestrado pelas mãos de um artista talentoso e que sabe como ninguém reger uma equipe de trabalho que se conectou com suas ideias, sugestões e loucuras e embarcou junto para fazer “Do Bem-Amado” uma obra atual e necessária para o teatro daqui e do mundo. Ao Anderson o meu muito obrigado.

Elenco e grande parte da equipe de produção | Foto: Arquivo FdT

Claro, não posso deixar de agradecer a toda nossa equipe: Dramaturgia (meu parceiro Edner Gustavo), Elenco (Alê, Darlan, Edner, Karen e Vini), Cenário e Figurinos (Carol Jordão), Iluminação (Camila Jordão), Operador de Luz (Yuri Tavares), Música Original (Ewerton Goulart), Consultorias Vocal (Marjorie Matsue) e de Teatro de Rua (Fernando Cruz), Intérprete de Libras (Cláudio Luiz), Identidade Visual (Vini Ferreira), Fotografia e Filmagem (Vaca Azul), Assessoria de Imprensa (Isabela Ferreira) e a Prefeitura Municipal de Campo Grande, através da SECTUR – Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e do FOMTEATRO/2018. Como alguns fulanos já disseram: Vida longa a “Do Bem-Amado”! Vida longa ao Fulano di Tal.

Elenco, Marcelo Leite, Anderson Bosh e Fernando Cruz | Foto: Arquivo FdT




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